A Covid-19 acelerou a digitalização. Em que medida a pandemia impeliu, de facto, a disrupção tecnológica?

A pandemia trouxe de facto enormes desafios e incertezas às empresas e instituições, não só obrigou a uma adaptação extraordinariamente rápida como empurrou muitos negócios para facturação zero de um dia para o outro. Nesta crise o futuro não aparece como uma boia de salvação mas sim como uma gigante catarata onde, sem sabermos quando e em que dimensão, todos vamos cair.

Se em alguns casos, o layoff, a redução de pessoal ou mesmo o fecho de atividade poderá ter sido a única opção, a maioria das empresas procurou responder ao desafio e apostar na sobrevivência, investindo na adaptação e reinvenção do seu negócio, na forma como operam e gerem os seus negócios e stakeholders.

O tratamento de documentos, as transacções monetárias, os contactos sociais, as reuniões e quase todos os ciclos de venda foram alterados por esta pandemia. Foi uma verdadeira “wakeup call” que obrigou todos os gestores a modernizarem-se para digitalizar o que ainda tinham em papel, ou passar para a internet o que ainda era feito de forma presencial. Em muitos casos essa tranformação já se previa como o futuro mas ninguém esperava que fosse tão cedo e muitos não estavam preparados para ter de o fazer tão forçada e rapidamente.

A tecnologia apareceu assim como a grande ferramenta de adaptação e é hoje ainda mais relevante para o funcionamento e crescimento de qualquer organização. Ainda falta perceber quanto tempo vai durar esta pandemia, ou se vai sequer terminar, porque quanto mais tivermos afastados fisicamente dos outros, dos papéis, das reuniões e das deslocações, mais vamos ter de recorrer à tecnologia para alterar os processos e a forma como trabalhamos.

A tecnologia foi e continuará a ser a grande ferramenta da inovação e quanto mais for explorada maior serão as oportunidades para as organizações. Mas a base de sustentação, ou o valor supremo de qualquer organização, continuará a ser as Pessoas, como disse Henry Ford: “Se me tirarem as fábricas mas deixarem as pessoas, rapidamente construirei novas e melhores instalações, mas se me tirarem as pessoas todo o meu negócio acabou”. Por isso, perante uma grande crise as empresas com bom-senso nunca abdicarão das suas pessoas, porque elas vão continuar a ser o maior elemento diferenciador da recuperação e crescimento.

Bernardo Mota

Bernardo Mota

COO

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